"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Autenticidade.

sexta-feira, maio 28, 2010 00:28

Algumas situações mostram o quanto a gente é forte e autêntico.
Gosto muito da palavra autenticidade e me identifico muito com o adjetivo 'autêntico'. Para mim, ser autêntico é ser quem você é, seguindo padrões de conduta ou não, agradando as pessoas ou não, doa a quem doer. Apenas ser aquilo que você é em essência, sem perder a dignidade e o respeito pelos outros. Não  precisa ter personalidade forte, basta ter personalidade, não precisa multiplicar as características por mil.
Quando se é criticado demais, julgado demais, apontado demais, exigido demais [por você e pelos outros],  o indivíduo acaba criando uma fortaleza dentro de si. Isso aconteceu comigo. A gente aprende a tentar ter ouvido seletivo. Ouvir somente o que deseja, as críticas que interessam e seguir a vida sem se preocupar com o que as pessoas que não são relevantes em sua vida estão pensando.
O problema é que nem sempre eu consigo, nem sempre eu ouço o que eu quero. E quando a gente ouve uma coisa que ofende, que machuca, que diminui é tão chato, por mais que você saiba que não é verdade. Mas é preciso seguir em frente sem perder a autenticidade, sem deixar de lado os objetivos, porque quem interessa de verdade vai te apoiar sempre, criticar quando for preciso [e sobretudo, utilizar as palavras e gestos certos para isso]. Mas meu Deus, vai ter sempre alguém para perceber uma falha, mesmo que você seja impecável, sempre aparece alguém para tentar te colocar nos padrões que ele acredita que existe. Eu não sou Jesus Cristo, sou Likem. Erro mesmo, erro um milhão de vezes, se preciso for, para acertar. Tenho meus defeitos psicológicos, físicos, comportamentais... Todo mundo tem.
Demorei algum tempo para descobrir a minha força e determinação, mas hoje eu sei o quanto eu posso ir além. Tantas vezes, muitas vezes mesmo, eu levei um balde de água fria e pouco tempo depois estava lá, distribuindo sorrisos e fazendo de novo tudo aquilo que outrora fora motivo de crítica. Quantas vezes eu fingi não ter ouvido e visto algumas coisas pra não me magoar, pra não perder a auto-estima, pra evitar insegurança, pra não esquecer e não deixar de lado o que existe de mais bonito em mim - o meu bom humor. De fato, eu sei maquiar minhas angústias, frustrações e até mesmo, acredite se quiser, as minhas intemperanças de menino de dezesseis anos. Eu sei renascer das cinzas, como diz uma música aí, sei fazer da queda um passo de dança [por mais clichê que essa frase seja]. 
Não estou escrevendo esse texto para enaltecer o meu ego, escrevo para deixar bem claro para mim que eu sou capaz de me reinventar. Acho que eu sei ser quem eu sou com todas as minhas limitações, sem perder a originalidade e o respeito pelas pessoas e valores que eu acredito e pelas pessoas que acreditam em mim.