"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Mais do mesmo.

segunda-feira, setembro 20, 2010 23:52

É tarde e sinto sono, mas se não escrever esse texto hoje, pode ser que o sono desapareça. Resolvi sintonizar em uma rádio qualquer quando estava voltando faculdade... E estava tocando aquela música. E quando o cantor disse aquele verso que você repetiu para mim algumas vezes, eu senti que a saudade ainda não havia passado e que todos os meus planos de te esquecer ainda não foram realizados, eles se perderam nessa confusão de angústia e de frustração que se estabeleceu. E como é difícil negar uma coisa que se mostra tão forte.

Disse e repito, quando um não quer, dois não brigam. Mas é que é chato saber que, pelo menos por enquanto, eu não vou sentir mais tudo aquilo que outrora era tão presente. Acho que não existe mais nada solto, talvez tudo estivesse muito bem definido desde sempre. Foi um festival de exageros enquanto aconteceu, supervalorizamos o que era simples, nos entupimos de linearidades, onde não havia equilíbrio [pode ser que não era mesmo pra haver, quem disse que tudo tem que ser padronizado?], nos encantamos muito mais pela vontade de se apaixonar, do que por nós mesmos. Antecipações.

Ainda não esqueci e não consigo admitir isso pra mim, não estava nos meus projetos, não é justo. Estão sendo dias difíceis, está sendo muito difícil.  Sou apressado mesmo e pode dizer que não sei dar tempo para as coisas. É que eu não sei conviver com esse engano de expectativas, que me fecha os olhos pra tanta coisa. O coração deveria vir com um botão de reset.