Comer Rezar Amar
Passei o fim de semana lendo "Comer Rezar Amar", best-seller da escritora Elizabeth Gilbert. No início me perguntei como aquilo poderia ter vendido oito milhões de cópias... Achei um saco. Lia duas páginas por dia e me cansava, depois de muitos capítulos, consegui me sintonizar com a narrativa. Para quem não sabe, o livro está dividido em três partes - Itália, Índia e Indonésia, que correspondem aos três verbos do título. Eu ainda estou na Indonésia, relacionada ao verbo amar.
Enfim... Quando comprei o livro, pensei que a parte da Índia fosse a mais monótona, mas foi a que eu mais gostei. Eu que não me surpreendo mais com as minhas impressões erradas.
Marquei vários trechos relacionados ao período em que a personagem estava em busca de Deus. Porque a gente sempre acaba se reconhecendo nesses personagens. E para mim, é aí que o livro vale a pena, quando te faz refletir sobre os seus próprios valores, escolhas, sentimentos e toda essa parafernalha psicológica que compõe a nossa vida.
Eis uma das marcações que mais gostei:
"Sinto que o destino também é um relacionamento - uma interação entre a graça divina e o esforço pessoal direcionado. Sobre metade dele você não tem o menor controle; a outra metade está completamente nas suas mãos, e as suas ações terão consequências perceptíveis. O homem não é nem uma marionete dos deuses, nem tampouco é senhor do seu próprio destino; ele é um pouco de ambos. Galopamos pela vida como artistas de circo, equilibrados em dois cavalos que correm lado a lado a toda velocidade - com um pé sobre o cavalo chamado 'destino' e outro sobre o cavalo chmado 'livre-arbítrio'. E a pergunta que você deve fazer todos os dias é: qual dos cavalos é qual? Com qual cavalo devo parar de me preocupar, porque ele não está sob o meu controle, e qual deles preciso guiar com esforço concentrado?"
Penso sobre controles e o modo como venho tentando [em vão] manter tudo em minhas mãos. Mas a gente não controla ninguém, eu me controlo de um jeito muito torto, inclusive. Tudo aqui é transitório. E a vida passa... O lado bom de saber que não é possível controlar os outros, é saber também que, nenhuma das outras seis, sete bilhões de pessoas que povoam o mundo podem te controlar. E viva a liberdade! Só que as vezes me sinto preso nas minhas próprias convicções... Sei lá.
Li também, no fim de semana, o livro da Martha Medeiros que comprei e estava pegando poeira na minha estante - Fora De Mim - MUUUUITO BOM, assim como tudo que a Martha escreve.
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