"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Less Is More*

domingo, fevereiro 20, 2011 21:41

Eu nem sei se queria mesmo começar esse texto, embora ele não traga notícias ruins. É que é tão mais difícil descrever a felicidade. Estou acostumado a escrever quando estou frustrado, triste, cansado, de saco cheio, com vontade de mandar o mundo explodir... Não sei se acontece com todo mundo, mas quando eu estou feliz, não sinto a menor necessidade de contar isso para quem quer que seja. Gosto de aproveitar os momentos em que estou de bem com a vida, comigo mesmo. E pronto.
Mas é que depois de abrigar lágrimas de não sei quantos rosários e pitangas nos últimos meses, esse blog precisava de um post alto astral.
Eu me surpreendi comigo mesmo. Acabei tomando conhecimento de algumas notícias fúteis, mas que na cabeça de uma pessoa momentaneamente neurótica, tomaram proporções oceânicas. Quanta besteira... Depois de me descabelar, perder a linha, me sentir o maior otário do planeta, depois disso tudo, eu acabei me convencendo de que viver é muito mais do que tudo aquilo que estava acontecendo. E de quanta coisa eu estava perdendo...
E pronto, aos poucos a felicidade foi se instaurando em mim. Porque eu dei espaço pra ela. O espaço que antes era ocupado por uma culpa falsa, por uma frustração, pelo cansaço, pela monotonia, pela urgência de boas novas.
Me sinto bem... E pouco me importa em quanto tempo isso tudo se dissipará. O que me interessa, de verdade, é o hoje.

“E os momentos felizes não estão escondidos nem no passado e nem no futuro.”

Só para constar, fui ao show de Maria Gadú ontem. A melhor coisa que poderia ter acontecido. Brindei comigo mesmo a minha vida. Só.

* A música do título é da cantora Joss Stone. Aqui