"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Revolta.

sexta-feira, abril 08, 2011 10:26

Porque sim eu vou me revoltar quando tragédias dessas acontecerem e mesmo que de longe vou desejar o pior para quem a provocou. Sem arrependimentos. Não dá pra entender... Ninguém me venha com essa de traumas psicológicos, histórico familiar e não sei mais o quê [Eu não estou dizendo que não existe, só peço pra me pouparem dessa desculpa esfarrapada]. Fui dormir ontem com o coração apertado de um jeito que eu nem pensei que conseguisse. Ver as famílias, as crianças que foram assassinadas de forma tão brutal, o depoimento dos estudantes que sobreviveram e dos policiais que as defenderam, aquilo machuca. Dói. Não há como não se solidarizar.
E me pergunto, onde é que isso tudo vai parar? E se chacinas como essa viram moda?
Eu tenho um irmão que sai todos os dias de casa antes das seis e meia para ir estudar, tenho amigos que fazem o mesmo trajeto. E eu mesmo, que estudo no período noturno. É preocupante, é alarmante.
Foram doze crianças, doze vidas que estavam começando e foram interrompidas por um maluco qualquer que chegou atirando. Isso não entra na minha cabeça. Não vivemos em um mundo cor-de-rosa, vivemos em uma sociedade em que a violência se propaga numa velocidade assustadora, em que assassinatos, estupros e assaltos são cometidos a torto e a direita. Vivemos em uma sociedade doente. Reconheço tudo isso, mas não consigo entender e morrerei sem aceitar. 
Deixo de lado o que aprendi nas aulas de sociologia da faculdade, pouco me importa se o crime é ou não um fato social. Pouco me importa o que o pensandor-não-sei-qual afirma sobre assunto. O que me interessa é a realidade, eu sinceramente, me importo é com o vazio que ficou nessas doze famílias, nas lembranças que essas crianças terão do dia 07 de abril de 2011. Me coloco no lugar e penso o que aconteceria se fosse comigo, com alguém que eu amo. E só de pensar, me desespero.
Desejo, com toda a verdade existente em meu coração, todo amor e toda paz para essas famílias e para as crianças que presenciaram aquela tragédia. Pode não parecer, mas eu prefiro acreditar que Deus não comete erros e que Ele sabe o que faz.

Porém, não devemos esquecer de que não existe noite eterna, o Sol em seu ciclo, volta a aparecer.
Que o sol volte, então.