"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Storm.

quarta-feira, abril 13, 2011 21:19

Irônico.O texto que eu escrevi hoje mais cedo nem era tanto pra mim. Mas agora, quando eu o leio... Estava descrevendo a minha confusão sem perceber.
Até que eu convivo bem com instabilidades, mas tudo tem um limite. Todo mundo tem o direito de ser o que quiser, de tentar impressionar da maneira que quiser, de deixar as marcas que quiser. E eu faço as análises que me cabem. Não sou bom em interpretar o que está nas entrelinhas, de perceber o que se está mesmo querendo ser dito através de imagens, de interrogações... Mas também não sou idiota. Saber ler é suficiente para perceber o que eu percebi. E ser quem eu sou é o suficiente para ficar inquieto.
Há alguns dias venho me perguntando o que é que eu procuro... Me perdi nas respostas. Acho que eu não quis encontrá-la e de repente, dar de cara com... O inesperado. Porque espelhos podem mostrar mais do que o que você quer saber. Tenho medo de me conformar com pouco, de não me encontrar em planos e planos, que sequer foram meus. Que foram frutos da novela, do filme, da concepção lírica que eu tenho das coisas. Projetos que fazem parte do ideal, mas eu não sou apenas o homem das idéias.
Eu gosto de realidade e prefiro o sabor da verdade, mesmo que ele não seja doce.
Posso não saber o que eu quero... Mas sei o que eu não quero. Não me atrai a idéia de submissão as vontades de ninguém [Bastam os meus pais, a minha chefe e os meus professores, rs]. Me submeter as disposições afetivas, é outra história, rs...
Acho que eu só quero ir pra longe.



Nada sei desse mar
Nado sem saber
De seus peixes, suas perdas
De seu não respirar...

Nesse mar, os segundos
Insistem em naufragar
Esse mar me seduz
Mas é só pra me afogar...