"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

De livro.

sexta-feira, maio 13, 2011 23:22

Que saudade do meu blog. Gosto tanto desse espaço... Acho que aqui eu sou tão eu mesmo. Me permito ser, na verdade... Talvez porque não me importe mais com a opinião das pessoas a respeito do que escrevo. E nem tenho medo de escrever. Me contradigo, volto atrás, faço meus textos desconexos, confusos, tortos, mas que são MEUS. [Sim, eu tenho andado possessivo ultimamente, só com o que é material... Ou virtual]
Pois bem... A greve na Universidade tem me deixado louco, sem ter o que fazer. E aí que eu devoro os meus livros, minhas séries, meus cds e dvds. E todos eles acabam me lendo um pouco também. Dizendo para mim o que eu sou e o que eu gostaria de ser um dia.  Preenchendo as faltas que a realidade me fornece. 
Quem já olhou a fatura do meu cartão de crédito sabe... A 'Livraria Saraiva' é presença constante. Adoro comprar livros. Mesmo que eu não tenha tempo pra ler imediatamente. E repito, todos eles me lêem... E ajudam a construir os meus desejos.

Quando li Beber, Jogar, F@#er [é sempre muito complicado dizer o título desse, rs], me deu vontade de arrumar as malas e partir para para Las Vegas.
Lendo Comer, Rezar, Amar, me deu vontade de... Tanta coisa. De aprender italiano, de olhar para minha vida com mais objetividade, de ter uma relação ainda mais estreita com Deus, de me apaixonar.
Resolvi comprar a continuação, Comprometida. E aí que aconteceu uma coisa estranha... O livro fala sobre casamento [E é excelente em suas colocações sobre o tema], mas me deu vontade de não casar. Pelo menos, não casar tão logo. Assim como no anterior, senti um desejo intenso de me apaixonar, mas não estou com disposição para isso agora. E algum dia, encontrar alguém para juntar as escovas de dentes. E me apaixonar por esse alguém todos os dias [Bonitinho, né? Mas deixa para o futuro]. Apesar disso, perdi um pouco do meu romantismo na leitura desse livro. Não faço questão em encontrá-lo novamente, rs...
Finalmente me acostumei com o facebook e li Bilionários Por Acaso... Surgiu em mim um interesse por economia e administração. Senti falta de quebrar a rotina. Talvez essa leitura tenha me deixado mais egoísta, mais atento... E talvez, até um pouco mais ambicioso, economicamente falando. Quis estudar em um lugar maior também. E ter uma vida social mais agitada. E no final das contas, acabei percebendo que felicidade não se compra.
Aí embarquei em A Hora da Estrela... E me senti vazio, pequeno, raso, mas incrivelmente feliz por ter a vida que eu tenho. A leitura me fez repensar os problemas, a solidão e a minha tendência ao drama. É um livro tão... Denso e simples ao mesmo tempo. Com frases implacáveis. Não dá pra dizer direito. É um dos livros que nunca emprestarei a ninguém, de tanto ciúmes.
E agora estou lendo Pequena Abelha, que comecei hoje e ainda estou na página 41. Mas já deu pra me envolver com a história... Acho que a narrativa é tão marcante quanto a cor laranja da capa.

Esses livros ainda quebrarão com o meu orçamento um dia... Meu salário de estagiário não é do tamanho das minhas vontades literárias, rs...
Entre outras novidades, voltei para a academia. E estou to-do-que-bra-do. Prometo nunca mais abandonar por preguiça.

Falei sobre leituras e tudo o que elas trouxeram para a minha vida, mas não falei sobre como eu me sinto. Inteiro, talvez. Esquisito, tenho vivido os últimos dias sem muitas perspectivas de nada. Sem planejar, sem fantasiar... Sabe, o piloto automático do avião? E isso é esquisito para mim. Não é ruim, só é estranho. E estou bem, estou feliz, estou aqui.
Uma amiga me perguntou se eu tinha desistido de uma história. Prontamente respondi que não, sem dar explicações... Agora talvez eu saiba explicar. Eu não desisti porque eu nunca desisto daquilo que faz parte de mim. Só.