"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

No outro blog...

segunda-feira, julho 25, 2011 23:38

É que eu ando sem muito tempo pra pensar. Sabe aquelas reflexões de janela de ônibus? Nem elas eu estou tendo muita paciência para fazer... E isso me incomoda, mas evita muitas outras coisas. Desnecessidades.

Lembro das possibilidades de texto, das possibilidades de sentimento.

Abri o blog da Lena hoje, como eventualmente faço e encontrei uma metáfora, dessas de seriado... E fui obrigado a parar. E refletir.

“É como precisar de óculos… Quando eu era criança, tinha dores de cabeça, ia ao médico e ele dizia que eu precisava de óculos. Eu não entendia isso. Não fazia sentido pra mim, porque eu enxergava bem. Aí, eu comprei os óculos, os coloquei quando estava no carro, no caminho de casa e de repente… eu gritei. Porque as grandes bolas verdes que eu via durante toda a minha vida, não eram bolas verdes. Eram folhas nas árvores. Eu podia ver as folhas. E eu nem sabia que estava perdendo a chance de ver as folhas. Eu nem sabia que folhas existiam. E então... FOLHAS!

Em tempo: Fui ao oftalmologista semana retrasada, ele recomendou óculos para descanso. Não comprei... Ainda. Não comprei porque já fiz esse exame uma vez e deu o mesmo resultado. O de que eu precisava de óculos para descanso. E eu sempre achei muito elegante usar óculos. No entanto, quando comprei, peguei um dos modelos mais simples da loja, não soube usar, fiquei com dor de cabeça, nem fiquei tão elegante assim. Deixei ele de lado. As lentes arranharam e agora ele não cabe mais em meu rosto, sabe? Ficou pequeno.
Mas eu continuo achando muito elegante usar óculos... Aquele é que não era o certo. Então, eu comprarei outro. Nem que seja só para descanso.


O que é metáfora e o que é realidade? Me perdi na segunda linha.