"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Validade.

terça-feira, agosto 16, 2011 23:11

E as olheiras dominam por aqui. Quando a gente não dorme direito, parece que a aparência desanda, né? O cabelo fica mais feio, os lábios meio ressecados, a pele amassada... Mas é que hoje eu tinha que escrever. Uma conversa tão agradável com a amiga hoje mais cedo e surgiu a frase: 'É que meu coração é um catalisador, sabe, aquele da química?' Rimos bastante na hora. Agora eu não acho mais tão engraçado. Até acho. Mas tem lá o seu aspecto trágico.
Enquanto alguns destroem os relacionamentos por medo de não dar conta... Eu vou me desfazendo dessas externalidades por medo de sentir demais. E eu sei que isso é escolha. E eu sei o motivo. E eu sei a força das consequências. 
Não sei se algum dia conseguirei estabelecer freios para a minha capacidade de envolvimento. Escolhi uma carreira tão burocrática, com tantos prazos... Não quero aplicar essa lógica na minha vida pessoal.
Eu preciso do "pra sempre"... Mesmo que ele não dure mais do que uma ou duas primaveras. Mesmo que ele não dure mais do que uma música. Eu preciso da perspectiva de sonho, porque ela me constitui e no dia que eu perder isso, eu deixei de existir.  Nunca vou exigir de um relacionamento que ele seja definitivo, não é o que eu procuro e não é o que eu tenho para oferecer. Só não sei determinar o final deles, na medida em que eles começam... Ou se desenvolvem. É o tipo de coisa que acontece.