"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Então, passou o natal. (Deus, liberdade, crenças...)

segunda-feira, dezembro 26, 2011 14:49

Eu tinha começado a escrever um texto todo meloso sobre o Natal e sobre o quanto o meu foi especial por ter perto de mim pessoas tão incríveis... Mas passou. Não preciso registrar nada daquilo em texto, embora eu ame fazer isso, porque já guardei no melhor lugar da minha memória. Em cada foto, em cada presente trocado, em cada sorriso e abraço gratuito, em cada uma daquelas conversas, frases, comentários bem particulares de cada família... Tenho mesmo muita sorte. Isso eu preciso dizer, tenho mesmo muita sorte.


A questão é que eu lembrei daquele outro texto que não foi publicado porque eu deixei pela metade... Mas as reflexões que me levaram a ele ainda estão bem inteiras, aqui. Que cada um pode acreditar no que quiser, pode ter a fé que quiser... Crer naquilo que se manifesta na sua vida é a coisa mais natural do universo. É maior do que qualquer explicação... Sentir é maior do que explicações. Deveria ser, pelo menos. Insano, na minha opinião, é o desejo de que o resto do planeta professe as mesmas crenças que você ou que não professe crença alguma.


Liberdade, sabe? Tenho idade suficiente para entender porque acredito nas coisas que acredito. Não preciso que me provem nada. Do mesmo jeito que não me sinto na obrigação de justificar nada para ninguém. Sem ironias, lamento pela pretensão de alguns em modificar os meus pensamentos... Dificilmente conseguirão. Ainda mais se a tática utilizada incluir ofensas. Ninguém ganha nada supondo que os outros são "ignorantes" ou "irracionais"... Esse tipo de discussão nunca (me) leva a lugar nenhum. Na verdade, até leva... Pra bem longe da inconveniência dos autores desses comentários.

Sou meio teimoso de vez em quando, mas nem acho que nesse caso seja teimosia... Acho que é só respeito mesmo. Não invado o espaço de nenhuma outra pessoa apenas para dizer que ela pensa diferente de mim. Isso está longe de ser "medo de ter minhas razões diminuídas" ou de "perder" qualquer discussão, como já vieram me dizer numa tentativa de polemizar a conversa. E não sei qual adjetivo que compreende essa característica, mas eu ando preferindo discutir só com quem expressa algum tipo de relevância na minha rotina. Talvez seja o meio que eu encontrei pra não perder tempo. E na boa, vamos esclarecer, relevância é diferente de "concordar em tudo que eu digo".

O motivo de toda essa conversa? Deus. Acredito... Inveteradamente acredito. Em formas, expressões, que eu nunca vou conseguir trazer para as palavras. Ele está aqui quando ninguém mais está, dentro de mim... Mesmo quando eu penso que não poderia haver mais ninguém. Mesmo quando eu acho que não mereço. Ele se manifesta em sutilezas e em grandiosidades. E a minha família, incluindo os que eu escolhi para fazer parte dela, é uma extensão Dele. Sempre... Sempre.

Se você pensa de outra jeito, all right... Viva a multiplicidade inerente a humanidade e não me restam dúvidas de que os motivos que você tem para  pensar assim são tão fortes quanto os que eu tenho (Se não forem, discutir pra quê? Rever os próprios conceitos me parece muito mais válido). Mas pessoa irrelevante na minha rotina, deixa eu te dizer, os seus argumentos, para a minha vida, não são maiores do que os meus. Prepotência? Não. Ninguém tem nada a ver com as minhas escolhas espirituais. Nem tente me convencer do contrário. Nem que você adore desafios. E se ainda assim você insistir, se intrometer, roubar a minha paciência, eu espero que o meu Deus, com a força que eu acredito que Ele tem, amplie os seus horizontes e te mostre o que significa a palavra respeito. Sou a favor de diálogos, não de retaliações.

Pela liberdade, pela possibilidade de mudança, por todas as formas de explicar o mundo... Amém! Saravá! Oxalá!

Esse é um dos meus desejos para 2012, que as pessoas possam se expressar do jeito que quiserem, sem precisar interferir agressivamente nos princípios de ninguém. Vamos conversar, não vamos invadir, ok? Sem preconceitos que machucam, que reduzem, que transformam o outro numa insignificância qualquer. Podemos todos ser maiores do que isso. Eu sei.