"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Eu não sou a mesma pessoa que você.

domingo, dezembro 11, 2011 13:51

(sem sentido)

Nem que eu queira me meter na vida de ninguém, porque cada pessoa tem um processo e ordena os seus objetivos do modo que acha melhor... Mas é que eu não vejo a menor vantagem em comprar o sonho de outra pessoa e ceder a uma pressão que não seja a minha. Não estou falando de decisões pequenas, mas de escolhas que determinam toda uma vida. Ou de escolhas sobre o modo de levar a vida.
É tudo tão mais do que isso... Mais do que uma pretensão alheia. E eu assisti um episódio da minha série favorita que falava sobre como as pessoas que a gente ama não são obrigadas a agir do mesmo modo que a gente. E agir de outro modo não significa falta de respeito ou de consideração... Só significa que a outra pessoa é outra pessoa. Que você é você. Com aspirações próprias, sonhos, motivações, instintos, vícios, opiniões... Distintas. 

(E que merda seria se todo o planeta Terra gostasse da cor azul ou escolhesse baunilha como sabor de sorvete favorito.)

Pode ser  seu filho, pode ser o seu irmão, o seu melhor amigo ou o seu sócio... É injusto outorgar pra outra pessoa a responsabilidade de adivinhar os nossos pensamentos e agir conforme o padrão de conduta que existe na nossa cabeça. O outro é o outro. E pronto. Ou você aceita isso ou se isola do resto do universo. Posso até não ser o dono da casa em que eu moro e não ter quitado ainda todas as prestações que existem no meu cartão crédito, mas no meu destino quem manda sou eu. E só interessa, honestamente, a opinião de quem é relevante pra mim. 

E daí se você "nunca faria isso comigo, desse jeito, naquele dia..." ou se você "tomaria decisões com base nisso ou naquilo...". Talvez eu esteja mais individualista que o normal, mas é que moldar as atitudes de outrem nas suas é uma ambição tão ingênua... E se incomodar com isso é uma queixa tão infundada. Eu acho. Nas escolhas ou no comportamento... Eu não sou igual a você. Eu não sou igual nem a quem eu era há duas semanas atrás. E vou agir diferente... Pode esperar.

(O final de semana está mais apertado do que o normal. Trabalhos, leituras, provas, fichamentos, teorias do processo... E faria sentido entregar o meu precioso tempo para a realização de tudo isso se fosse por um sonho que não é o meu? Se fosse para a realização da vida de outra pessoa? Se fosse por puro orgulho ou para mostrar a não sei mais quem que eu posso "vencer"? Eu tenho certeza que não. Não se trata de aceitar um desafio, se trata de viver a narrativa que você quer e assumir todos os obstáculos da trajetória. Mesmo que isso pareça idiota ou pequeno na visão de alguém. É.)