"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Oração

terça-feira, fevereiro 14, 2012 23:35

Eu peço paciência. Para absolutamente tudo na minha vida. Para todas as esperas, para todos os desafios, para todas as inconstâncias, para todas as adversidades. Que eu queria ser dono de uma compreensão e de um otimismo que eu ainda não possuo, mas estou me educando para isso. Para aprender a observar a vida além de angústias, por outra óptica que me escancare as milhões de coisas incríveis que eu tenho a sorte de ter, ainda que eu não perceba. Ainda que eu de um jeito idiota não perceba.

Eu peço maturidade. Dessas que permite ensinamentos com erros, que permite... E só. Porque me permitir é uma das coisas mais inteligentes que eu posso fazer... Um dia. E que eu pare de recrutar sentimentos. De exigir que eles venham em fórmulas e melodias exatas. E o exato tem me parecido muito chato ultimamente. Maturidade pra talvez entender que intensidades são construídas. E que qualquer coisa pode continuar sendo qualquer coisa para sempre.


Eu peço uma leveza e uma tranquilidade para poder pensar. Para poder escolher as coisas que eu vou dizer, as placas que eu vou seguir e as que eu vou ignorar. Sobretudo as que eu vou ignorar. E eu sei que vou seguir... E em algum momento, que eu ainda não sei qual é, me jogar sem medo e sem receios, sem rede de proteção. Eu espero estar protegido por outras coisas, sabe? Em outros abraços.

Que eu não aceite menos do que posso oferecer. Que orgulhos e egoísmos não façam parte da minha rotina. Que eu aprenda a encarar os espelhos... Mesmo que eles não reflitam o que eu quero perceber. Que eu me perca, mas que eu possa fazer disso um caminho? Pra mim? Pra mim.