"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Relicário

sexta-feira, março 30, 2012 02:09

Entre as leituras de Processo Civil que eu não fiz, a música da Vanessa que eu ouço, as minhas olheiras... Entre mim e o que eu desejo ser algum dia está a minha vontade de paixão. E de vez em quando eu acho que isso me leva pra um nível tão baixo, me expõe, me credita um rótulo que eu não quero. E eu me sinto o mais idiota dos homens. Porque eu tenho uma vontade tão legítima e o modo como isso se manifesta parece ser tão bonito  e doce que até a minha imaginação lembra... Sem encontro. Sem encontro.

Quando a distância entre o que você quer e o que você genuinamente procura (ou o que você aceita) é grande... Qual é o nome disso? Loucura? Me disseram que era complexidade, mas nesse papo de "ser difícil" eu não caio mais. Eu acho que o nome é medo. Ou covardia. E não sei em que mundo alguém pode se identificar com isso... Não sei que mundo é esse em que você está. Tão e tão distante do meu... Ou cegamente próximo. 

Não sei...

Não sei nem como esse texto começou... Talvez ele só tenha fim quando a relação entre o que eu quero e o que eu tenho seja a de harmonia. Eu sei que é possível. E se for impossível, pode ser que demore apenas um pouco mais. Depende de mim, depende do acaso, depende da sorte...






Quem você é, menina? Onde você está com o meu vermelho? O meu azul também está contigo?
Me devolva. Eu te recompenso. E te espero... Em mim.