"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Personagem

sábado, abril 07, 2012 00:24

E eu pensei em dizer, lembra daquele texto que você gostou? Era pra você, viu? Mas eu só pensei. E não quis. De algum modo lunático, aquilo poderia me depreciar de um jeito... E te trazer pra minha vida daquela maneira poderia levar embora outras quarenta e nove possibilidades de futuro. Doeu me dar conta que a única possibilidade satisfatória era a que você poderia me oferecer. A vida tem dessa coisas. Só resta lamentar.

Me refugiei nas palavras, como sempre faço.. E essas defesas me levam pra onde? Acho que elas só me congelam. E eu vi outro dia no filme que era tudo coincidência, que destinos escritos em constelações não existem e que é preciso ser imponderável para alcançar os objetivos... Mas como é que isso explicaria tudo... Como é que isso explicaria tudo? Me diz, menina? Responsabilizar o acaso por aquele encontro afortunado me parece tão pouco e nossa história era pra ser tanto. 

Enjoei da escrita. Enjoei da explicação fútil. Enjoei da teoria baseada nos astros. O que eu quero é a incógnita, a dúvida, o arrepio na espinha e o calafrio... Mesmo que eu não saiba o que fazer com tudo isso e me sinta um garotinho perto de você. Eu queria não saber o que fazer com o que eu sinto, porque minhas melhores decisões foram feitas em meio a confusão. Racionalidade não é meu forte e pensar é o que eu mais faço... E pensar é o que eu mais faço... É uma contradição tão grande que...

Onde está a passagem? Onde está as manhãs e tardes que eu não roubei? Onde está o pensamento que você teria quando soubesse que o texto era seu? Quando você soubesse que eu era seu? Será que você sabia? 
É só pergunta sem resposta. Como se isso fosse transformar num passe de mágica todos os questionamentos... Não vai.


(Ficcional. Absolutamente ficcional. Só para constar.)