Reconhecimentos.
sexta-feira, setembro 10, 2010
14:00
Tento sempre ser verdadeiro comigo mesmo, para que possa depois, ser verdadeiro com os outros. Nunca gostei de falsidade, por isso escrevo... Escrevo porque preciso dizer algumas coisas, irrelevantes ou não, coisas que precisam ser ditas, mas que eu não consigo verbalizar. Ainda estou confuso e tento me organizar no meio de tantos pensamentos soltos, que se aproveitam da minha vulnerabilidade. Tenho 17 anos, ainda estou construindo minha personalidade, escolhendo os caminhos, definindo trilhas... E são tantos os desafios que aparecem, escolhas que se apresentam como irremediáveis e que exigem sensatez, disposições afetivas que eu não consigo domar.
E no meio de todas essas cobranças, acabo me limitando na procura de significados pra tudo, na busca de um sentido para os acontecimentos, de um motivo racional que explique as minhas ações. Talvez não existam tantas razões pra vida ser do jeito que é para cada um de nós. Eu sou a soma das minhas decisões, não desse monte de conceitos construídos sobre mim mesmo, sobre o outro, sobre a vida. Chega dessas fórmulas prontas de felicidade, de amor, de realização pessoal e profissional. Essas fórmulas só fazem me confundir e sozinhas elas não adiantam de nada... Disse isso no post anterior e volto a bater nessa tecla, agora não é a hora de ter tanta certeza. Não é ser inconseqüente, irresponsável, descuidado... É ter cautela, mas é também se permitir. Resguardar-se é necessário e é saudável, no meu caso é preciso para que se alcance o desprendimento que eu julgo conveniente para viver. Acredito na efemeridade da vida, mas acredito ainda mais na minha capacidade de desatar todos esses nós.
Imprevisibilidades, instabilidades... Pode ser que seja necessário passar por momentos assim, talvez seja mais um desafio, um desses processos de maturidade que estamos todos suscetíveis a passar. Choques de realidade. Existem escolhas que eu preciso fazer todos os dias. E eu faço. Vou abrindo os caminhos, fechando as portas que o universo não fechou sozinho, fazendo o que tenho vontade quando posso, fazendo o que é preciso quando devo, bancando os meus erros e as minhas ausências, tentando me equilibrar... Sem limitações, sem redomas inúteis, sem contenções. Com muito cuidado, mas também com muita vontade de paz.
eu, que espero por silencio
eu, sou hospede do tempo
eu, aguardando aquele dia frio
eu, levando a gentileza
eu, não quero mais tristeza
eu, que marco as mãos com linhas do tempo
eu, sou hospede do tempo
eu, aguardando aquele dia frio
eu, levando a gentileza
eu, não quero mais tristeza
eu, que marco as mãos com linhas do tempo
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