"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

E no blog da Elenita...

quarta-feira, outubro 13, 2010 21:24

Sobre a metáfora das borboletas

Pensativa. Hoje amanheci pensando na metáfora das borboletas. Pensei numa lagarta que passa a maior parte da sua vida se arrastando pelo chão... Se ela tivesse consciência (se fosse um ser dotado de capacidade de cognição), acho que olharia pros céus e praguejaria sua forma, sempre feia e repulsiva. Se acreditasse em uma força divina superior a ela, esbravejaria, amaldiçoaria seu destino infeliz de rastejar pela terra. Talvez ela rezasse. E, assim como é certo que o sol se põe e a lua nasce, depois de um tempo, a natureza a envolveria, protegida, em seu casulo... lhe guardaria, lhe nutriria. Não preciso lembrar que é de lá que ela ressurgiria mariposa, né? Por mais revisitada que seja essa metáfora, acho que ela serve pra nos acalentar e nos mostrar que todas as coisas têm o seu tempo. Às vezes a gente não entende, é verdade, e quer agora, daquele jeitinho, naquele lugar, exatamente como você imaginou. Mas não é assim que o universo faz as coisas. Você quer correr, mas a vida está passeando.... e são sempre as coisas mais simples que modificam a nossa vida. Se a gente se abre pra elas. São ciclos. Parece bobo e conformista perguntar isso, mas é possível viajar a oitocentos por hora, lá em cima nas nuvens, e sentir o cheiro do campo de flores, cá em baixo na estrada? Você quer correr, mas a vida está passeando. E é assim que Deus faz as coisas.