"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Nada como um dia após o outro.

terça-feira, outubro 12, 2010 23:52

A catarse que aquele episódio e as músicas que tocaram nele me proporcionaram, foram determinantes para o meu comportamento nos dias que seguiram e resultaram em um texto denso, tão particular que não dá para publicar. E resultaram em lágrimas, que eram tão esperadas por mim, que eram necessárias.  Naquela madrugada de quinta-feira, eu arrumei as minhas gavetas internas, e joguei fora tudo aquilo que só fazia ocupar espaço e não tinha a menor utilidade, além de encontrar algumas coisas que achei estarem perdidas...
Foram tantas reflexões que não me levaram a lugar nenhum... A gente de vez em quando se prende no que não vale a pena e acaba prolongando sentimentos que, por mais bonitos que possam ser [ou parecer], não merecem ser levados a diante, ironicamente só percebemos essas coisas depois que tudo passa. Talvez porque tudo tenha o seu tempo... Aquela história de que tudo tem um propósito. Anyway....
Acho que não é preciso mais ter certeza de tanta coisa, porque as minhas escolhas são importantes somente para mim. É uma questão de estar resolvido comigo mesmo, para depois me resolver com o resto do mundo. Acredito nessas coisas, que de algum modo recebemos de volta a energia que refletimos para o universo... E antes que eu me esqueça, nada como um dia após o outro...

Pensei na vida que algum tempo
Eu deixei pra trás
Não me deixe em paz, se não

Porque, ainda aquele tempo
Dentro entra e sai, volta vem e vai
Sem acabar

O tempo passou...

Não à solidão, amar e desejar a vida
Que não deu as mãos
Mas vai dentro da gente

Como explosão do ar
Como furacão no mar

De repente é...