Os caminhos. E as curvas dele.
terça-feira, novembro 30, 2010
19:29
Hoje eu percebo algumas coisas com mais clareza. E encontro os sinais que tanto procurei, mas não tive sensibilidade para encontrar. Ou estava sensível demais e não me permiti ver o que, literalmente, estava escrito. Não sei. O que importa agora? Nobody cares.
Mas o fato é que você realmente preenchia muito do que eu espero em uma namorada, em uma companheira. É estranho, mas a função da companheira você já exercia. De algum modo exercia, e muito bem... Constatei que não sinto falta da namorada que você poderia ser, sinto falta da amiga que você era. Do modo como éramos fantásticos, qualquer coisa que fosse menos, me frustraria. E bater nessa tecla, que já quebrou, me incomoda. Mas é que quando se pretende preencher os espaços vazios com alguém e esse alguém não é suficiente, é assim que acontece.
No último fim de semana, assisti a um filme que apresentava diversos personagens e histórias, e acabei me reconhecendo em um deles. Nos planos e nas declarações tudo estava lindo, era o futuro ideal... Mas aí o amor que era pra ser de cinema, acaba se transformando numa história limitada e clichê de novela [e novela ruim]. Naquele filme e na minha história, quando as coisas começaram a acontecer, tudo foi por água abaixo e aquele caminho parecia ter chegado ao fim. Aquele caminho, apenas aquele. Aquele mesmo caminho que já havia passado por transformações, e a curva daquela estrada que parecia tão incerta, e que era incerta. Aquela curva que nem todo mundo escolhe pegar e que nem todo mundo consegue fazer, porque essa nova trilha é implacável e não permite que você retorne do mesmo jeito que entrou. Você pode voltar melhor, se quiser.
E aí a gente se dá conta de que é assim o tempo todo, porque vai ser necessário abrir mão de determinadas coisas para tentar ser feliz e pode ser que não dê certo e a vida tem dessas coisas. Mas existe sempre a possibilidade de tentar de novo, de correr atrás do que foi perdido e seguir em frente. Em algum momento, nessa imensidão de caminhos, alguma rota me levará a algum lugar. E pode ser fantasioso, utópico, mas com toda a minha ingenuidade eu acredito, acredito que no final de um desses caminhos, terá alguém me esperando. Ou algo. Ou um reencontro. E mesmo que eu não encontre nada, pode ser que tenha valido a pena. Porque sempre vale a pena, quando existe entrega e eu sou de me entregar, sempre. Porque talvez, como na mensagem final da temporada daquela série, o importante mesmo não seja o prêmio final [se houver], mas a trajetória para que se chegue a ele. Conformista, não?
Não. Não para quem costuma prestar atenção no caminho e nas particularidades que ele apresenta. E conformista é se contentar com um caminho só, não olhar para as curvas e não se permitir. São redescobertas, e isso, definitivamente, não é pra todo mundo. E que venham mais histórias, outras rotas, com outras curvas e outras mudanças. Eu vou me moldando até encontrar o meu encaixe, que pode não ser o perfeito, mas vai ser o meu.
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar, não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais
Mas enquanto estou vivo e cheio de graça
Talvez ainda faça um monte de gente feliz...
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