"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Um ano nota DEZ.

terça-feira, dezembro 28, 2010 17:35


De todos os 17 anos que vivi, 2010 foi o mais marcante. Se eu tivesse a oportunidade de me encontrar com o Likem do dia 1º de janeiro, existiria uma grande possibilidade dos dois se engalfinharem. Muita coisa mudou de lá pra cá. Passei no vestibular, entrei na faculdade, mudei a minha rotina, conheci pessoas incríveis, mantive contato com as outras pessoas incríveis que já faziam parte da minha vida, comecei o meu estágio, amadureci. 

Cumpri quase todas as promessas feitas no final do ano de 2009 e me orgulho disso. Nesse ano, que me surpreendeu em cada mês, eu tive a chance de perceber o quanto minha família é fantástica, o quanto meus amigos são especiais e que, como naquelas frases clichês, o que interessa mesmo não é o QUE se tem, mas QUEM se tem. Senti na pele que a vida é muito mais frágil do que se desconfia e que por isso é necessário tanta intensidade. Senti no coração o quanto pequenas decisões podem mudar o que parecia tão determinado.

Corri atrás de muitos prejuízos e alcancei alguns deles. Paguei mesmo pra ver e o preço nem foi tão caro assim. O ano de 2010 foi especial porque foi um ano de novas experiências, uma espécie de amostra grátis do que está por vir, e sinceramente, não foi fácil. Mas foi aí que eu percebi que viver também é isso. E que sempre, invariavelmente, dar a volta por cima te deixa muito mais forte.

Acho que eu nunca tive meus limites tão testados, como nos últimos doze meses que se passaram. Perdi a paciência, a linha, as estribeiras e até mesmo a minha carteira de identidade [nesse ano, eu a perdi três vezes]. Mas em compensação, o universo me deu de presente uma série de [re]conhecimentos, por exemplo, descobri que comprar briga dos outros não é mesmo a minha praia, que não adianta dar murro em ponta de faca, e que sim, um diploma do diabo que for, não é sinônimo de elegância e educação. Percebi que na maioria das vezes, para mudar a sua vida, será necessário um gesto bem simples. E que gestos simples, às vezes, são simples apenas no nome.

Melhorei minha relação com Deus, com a minha família [especialmente com minha tia Luciana], com os meus amigos e comigo mesmo. E constatei que sou mesmo muito independente, mas estou longe de ser auto-suficiente. Por isso, em 2011 quero sair do zero a zero, rs. E tô falando sério.

Acho que nesse ano eu passei a me valorizar mais, a massagear meu ego de vez em quando, a me presentear. Parei de tomar refrigerante e isso foi uma das melhores coisas que eu fiz na vida. Comecei a assistir não sei quantas séries e não quero parar mais. Li os livros de Direito e me apaixonei, li os meus livros fúteis de sempre e me apaixonei também. Me apaixonei por tantas coisas... E sem arrependimentos, rs.

Entre outras coisas, hoje posso afirmar que viver é muito bom, um presente que se ganha a cada dia que nasce e que tudo na vida pode ser uma experiência fantástica se houver entrega, se for de verdade. E para 2011, é isso que eu quero - verdade. Quero me entregar, muito. Quero felicidade, quero paz, quero tranquilidade, quero reciprocidade. Quero que seja um ano fantástico, com as mesmas pessoas incríveis, de muita prosperidade e muita fé. E quero entrar na academia também.

Para as pessoas que fizeram o meu ano valer muito a pena [nem precisa citar, elas sabem quem são], meu agradecimento.