"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

O primeiro texto do ano.

sexta-feira, janeiro 07, 2011 22:24


Escrevi esse texto ontem à noite. Publico.


Amanhã volto ao estágio e sendo essas as circunstâncias, eu preciso dormir. Mas não vou fazer isso sem antes escrever. Este é o meu primeiro texto de 2011 e poderia falar sobre muitas coisas. Mas em uma conversa completamente inesperada, pude perceber algumas particularidades da vida.
Todos nós corremos atrás da felicidade. Eu, pelo menos, nasci para isso. E sei também, como escrevi no texto anterior, que tudo que nos acontece pode ser fantástico se houver prazer. Analisando por uma perspectiva racional, é fato que de vez em quando é necessário adiar os momentos agradáveis, engolir sapos, se contentar com o que tem pra o dia... Mas tudo isso é feito com a esperança de uma recompensa, a tal da bonança que vem depois da tempestade. E chega um momento em que, para qualquer um, é preciso escolher. E ser egoísta nessa escolha. E se jogar mesmo, porque não adianta viver esperando e planejando um amanhã que não chega... Sou contra decisões precipitadas demais, principalmente quando envolvem outras pessoas, mas também sou contra esse processo de ficar vivendo uma vida sem cor e ir dormir pensando no quanto poderia ser incrível ter uma vida colorida. E isso é sério demais, porque me reconheço nessas reflexões e porque a vida é uma só.
Ao mesmo tempo que me deparo com o homem emotivo, que não tem vergonha de suas fragilidades, me encontro também com o rapaz que pensa mil e quinhentas vezes antes de agir, que gosta de arquitetar, organizar, medir cada passo... Gosto do embate entre os dois. E essa confluência de interesses e modos de pensar me diz que ser feliz é uma questão de escolha, aliás, de tentativa. Porque pode dar muito certo, mas também pode dar muito errado. É uma questão de estar preparado para o que der e vier. Já tive que fazer escolhas importantes e tive também a oportunidade de cogitar diversas hipóteses, que eram concretas, do que seria a minha vida. Quando isso aconteceu, acho que Deus escolheu por mim, mas que fique claro, viver é muito mais difícil do que no livro em que o homem redescobriu a sua existência depois de fazer uma viagem ao redor do mundo. Até porque eu acredito que dimensões de mundo são individuais. Se existe otimismo, possibilidade de mudar e claro, muita responsabilidade nessa transformação, eu acho que não existe problema. O que não pode é esperar que o mundo se adapte ao seu sonho. Pode me chamar de clichê, de romântico, do que for... Mas eu continuo convicto de que é preciso esperar um tempo para as coisas se consertarem, mas é de certeza também que o tempo não espera por nenhum de nós.

E quanto a 2011, ele pode chegar, porque eu já estou aqui.
E digo logo, quero fazer desse ano, um ano meu. Tratar as minhas prioridades realmente como prioridades, pedir somente o que posso dar de volta e correr ao lado de quem está disposto a fazer o mesmo comigo. Cansei de algumas coisas, na verdade. Acho que fiquei mais egocêntrico, sei lá...