"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Embaralhados ou... [não some].

sexta-feira, setembro 09, 2011 21:31

E uma frase tão simples pode conter tanta coisa. É só uma questão de ter perspectiva. E de querer entender. São duas histórias... Ou dois pesos e duas medidas, como as pessoas dizem por aí. Aquela mesma conversa de hoje mais cedo sobre os raios, que despertou em mim tanta coisa.
Quando eu ouvi uma pessoa me dizer, não some, na situação mais ridícula e no acaso mais desafortunado de todos, fiz pouco do diálogo [ou monólogo, nem sei]. Quando expliquei para a amiga, numa tentativa de deixar aquilo tudo de lado, eu disse que isso é coisa que a gente fala para todo mundo. Ela discordou e pediu para que eu caísse na real. Não falamos isso para todo mundo. Eu realmente não digo isso para qualquer pessoa. Se eu peço para alguém não sumir, é porque eu realmente quero que esse alguém permaneça. E a vida é cheia de surpresas, né? Eu precisei dizer a mesma frase para um outro alguém, num outro acaso, pra poder comprovar. E quando eu disse, as palavras quase que saltaram, de tanta vontade... De ter.
A mesma frase. Ditas por pessoas diferentes. Em situações diversas. Com o mesmo sentido... E eu torci para a destinatária do meu recado, não pensar como eu. Porque eu não digo isso para qualquer pessoa, caramba. Eu disse somente para ela.

[Esquisito. Pode ser que o universo me presenteie com algumas oportunidades, vez em quando. E eu dispenso... Deixo para trás. Assim. Mas como eu li em um outro texto, ou uma pessoa embaralha os seus pensamentos - mesmo a não sei quantas centenas de quilômetros de distância e com uma presença que, agora, só se manifesta em uma rede social qualquer - ou ela... Não embaralha os seus pensamentos. Tudo poderia ser mais fácil.]

[Ouço aquela música mais uma vez. E quando você me pediu explicações sobre a relação entre a canção e você, eu disse, não sei, nem deve ter um motivo, quando o que eu queria de verdade era cantá-la no seu ouvido, bem baixinho: 'quero acordar de manhã do seu lado...']

Quanta bobagem.