"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Luzes

quarta-feira, fevereiro 29, 2012 10:19

Hoje o céu está num azul tão bonito, desses que merece atenção. Desses que parece compreender a gente... E deixamos de prestar atenção em tanta coisa, de vez em quando, né? Um desvio no olhar pode mudar toda a perspectiva do dia...
Porque eu ando tendo uns sonhos esquisitos, que eu ainda não encontrei o significado e sou tomado por uma vontade incrível de mudança, em todas as esferas que minha vida preenche, que chega a me angustiar. Mas se isso me cega e eu esqueço de perceber o quanto a composição das nuvens no céu está admirável, como o sol através da cortina deixa o quarto com uma iluminação incrível, o quanto minhas priminhas de sete anos despertam absolutamente tudo que existe de melhor em mim, o efeito que a música do disco novo pode provocar ou o modo como uma conversa despretensiosa me enternece... Se eu perco a minha sensibilidade, a minha capacidade de sentir o que eu observo e o que seguramente me faz bem... Que espécie de pessoa infeliz (e ingrata, idiota, mesquinha) eu sou?





Não é necessário sangrar para saber que se está vivo, embora muitas vezes o choque de realidade seja irremediável e quedas façam parte de qualquer caminhada... (a gente vai se dar mal aqui e ali). O que eu quero dizer é que VIVER e se esforçar para VIVER BEM é um meio mais saudável de se provar qualquer coisa que precise. Sem dramas. E tudo que me atrasa, me puxa pra baixo... Disso eu quero me livrar. Nem que seja devolvendo.

Se é mesmo imprescindível estabelecer metas? Eu não sei. Mas se for... Que seja essa, a de se comprometer com o que faz bem, com o que desperta o melhor. O melhor sentimento, o melhor sorriso, a melhor melodia. É o meu objetivo hoje.

(Tanto otimismo me assusta, mas deve valer a pena)