"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

O que eu faço questão...

quinta-feira, março 01, 2012 22:28

Posso reclamar da vida do jeito que for, praguejar uma série de coisas todos os dias, maldizer o universo em ingratidões... Mas me reservo é o direito de sonhar. Sempre. Porque a realidade pode estar muito chata e porque é isso que me movimenta. Não são as minhas ausências, como me disseram uma vez. O que me leva e me impulsiona são os meus desejos, minhas esperanças, ainda que elas se intimidem às vezes. É o que constitui o meu mundo, esse mesmo que, com minhas mãos, eu consigo abraçar. E me convenci de que esse é o único que agora, com minhas limitações, eu consigo.

(No meu mundo pode caber você, viu? E eu adoraria te abraçar. Mesmo que eu ainda nem saiba direito quem pode ser você... Que talvez esteja tão ou mais perdida do que eu.)





Viajo, flutuo, imagino... Em dimensões sentimentais... E no dia que eu perder isso, eu deixei de existir.

(É preciso os pés no chão pra seguir? Óbvio. Se não for assim, não se constrói muita coisa. Mas sem a perspectiva do sonho, eu garanto que também não se chega muito longe.)