"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Resolução

quarta-feira, abril 18, 2012 18:12

Às vezes eu não sei se perco tempo escrevendo ou se isso efetivamente me ajuda a tomar as atitudes que eu tomo. Por hoje fico com a segunda opção. E eu ando mesmo procurando ler os sinais que o universo me envia pra que eu insista nas coisas que podem me trazer o que eu quero e pra que eu desista do que não vai me levar para lugar algum... Desista do que rouba meu tempo, minha energia, minha vida. E eu odeio desperdícios. 

Hoje no elevador, a ascensorista perguntou qual andar eu queria, depois da resposta, ela comentou, "seria tão bom se a vida fosse igual aqui, né? Se a gente soubesse exatamente para onde quer ir e simplesmente fosse, com a certeza de chegar...". Quase abracei aquela senhora simpática por ela ter me compreendido sem nem me conhecer. Mas eu acho que essa reflexão não é apenas minha... É de todo nós, porque todos estamos submetidos a escolhas. Nossas decisões é que formam a pessoa que somos, tem até filme baseado nesse pensamento.





(São provas, projetos, projeções... De futuro. E eu quero. Eu quero tudo pra ontem. Eu quero tudo pra já e agora. Mas descobri que querer não é suficiente, embora seja o que me move... Do mesmo modo que procurar apenas não adianta, o negócio é procurar no lugar certo.)


Nem precisa de justificativa, ou de motivo, ou de explicação, ou de racionalidades de qualquer espécie... Nem precisa. É bom anotar isso.



Olhe bem para cada caminho com rigor e cautela. Experimente-o tantas vezes quanto achar necessário. Depois, pergunte-se, e só a si, uma coisa: esse caminho tem coração? Se tiver, o caminho é bom; se não tiver, não presta. Ambos os caminhos não conduzem a parte alguma; mas um tem coração e o outro não. Um torna a viagem alegre; enquanto você o seguir, será um com ele. O outro o fará maldizer sua vida. Um o torna forte; o outro o enfraquece." (Carlos Castañeda)