"E repelir como inútil tudo o que não contribuísse para a alegria imediata do coração, porque tinha um temperamento mais sentimental que artístico, procurando emoções e não paisagens..."

Aos meus amigos.

terça-feira, julho 20, 2010 11:23

Hoje acordei com uma vontade danada de sair e dar um abraço em cada amigo meu. É, nos amigos. Aquelas pessoas que surgem assim, quase que do nada e tranformam a sua vida. Mas eu não posso, estou longe e esse abraço ficará para depois. Sei que poucos lerão esse texto, mas mesmo assim, gostaria de esclarecer para todo o universo o que eu sinto pelo seleto grupo de pessoas a quem chamo de 'meus amigos'.

Tenho uma memória de elefante, lembro-me claramente de como conheci e as primeiras impressões que tive de cada um deles. Como a relação se desenvolveu é outra história... Acontece sem sentir. Em cada abraço apertado, cada choro compartilhado, cada alegria dividida, os segredos, a confiança...

Não existe nada, para mim, mais fantástico do que amizade. Observe: Eu amo os meus pais por que eles me educaram, pagam as minhas contas, acompanharam meus primeiros passos, minhas primeiras palavras, meus primeiros desafios [e também os atuais]. Estão sempre  por perto, mesmo de um jeito rude ou indiferente, eles estão sempre lá... Eles me geraram e muito do que eu sou hoje, é por conta deles. Tem coisa mais preciosa?

E o meu irmão? Eu amo por que ele cresceu junto comigo, amo pela convivência, pelas características em comum, pela fraternidade compartilhada, pelas travessuras, amo até pelas confusões que sempre se estabelecem e movimentam a minha vida. Amo por tudo, ele é meu irmão.

Meus avós... Não tem relação  mais carinhosa. Amo pela admiração, pelo exemplo de coragem, determinação, de honestidade. Amo em instâncias que não consigo escrever. Pareço um bobo perto deles, é um carinho infinito, um colo sempre a disposição, prontos para fazer todos os meus gostos. Avós são eternos; meus tios eu nem preciso dizer nada, são incríveis, fodas mesmo. Meus primos são quase irmãos, que eu amo demais.

E os meus amigos?

São criaturas que carregam consigo histórias e experiências diferentes das minhas, gostos diferentes dos meus, manias que me tiram do sério e são pessoas que na maioria das vezes não trazem semelhanças genéticas.... Mas eu amo do mesmo jeito que amo todas as pessoas já citadas. É mágico, é sublime, é transcendental [não estou exagerando]. É de Deus.

É com os meus amigos que eu compartilho minhas angústias, compartilho minha felicidade, compartilho tudo o que eu tenho em mim. Com eles eu descortino todas as facetas do meu ser, me permito ser quem sou sem todos esses predicados morais e sensatos, sou eu mesmo. Por que eles me entendem, quando ninguém mais consegue entender. Eles estão perto de mim naqueles problemas que a gente não pode contar pro pai e não consegue dizer pro irmão. Nas maluquices de toda hora, na melancolia que surge nesses dias tenebrosos, no estresse antes das avaliações, no carinho que muitas vezes se manifesta na agressão, na bronca, na brincadeira sem-graça, mas que também surge de maneira simpática naquela quinta-feira solitária, aquele carinho que não espera nada em troca, que não se mede de tão grande.

Com eles eu entro em crise. Crise de riso, crise de choro, crise se ironia, crise de sinceridade, todas as crises. E elas se resolvem. Meus amigos aturam as minhas chatices, ouvem as minhas besteiras, riem das idiotices que eu falo, acompanham as minhas flutuações de humor e de comportamento, me acordam antes que eu caia da cama, quando invento de sonhar alto demais. Por meus amigos eu compro briga, coloco a boca no trombone e protejo, por que eu sei que é recíproco.

E a gente planeja... Planeja que a amizade seja pra sempre, que aquele carinho será mútuo e eterno, que seremos padrinhos de casamentos um do outro, que em qualquer fim de semana faremos aquela viagem que planejamos no ensino médio, que daqui há 30 anos estaremos todos com tudo em cima, tomando banho na piscina da casa de um dos nossos. E a gente sonha, deseja, torce que tudo dê certo e que em qualquer hora, em algum lugar do futuro, a gente possa pegar o álbum de fotografias e lembrar de tudo, sentir orgulho e perceber que os amigos ainda estão ali, presentes.

Aqueles da escola, da faculdade, da rua em que a gente mora, do trabalho, da academia, do cursinho de inglês, dos encontros e desencontros da vida. Que poderiam ser apenas aqueles da escola, da faculdade, da rua em que a gente mora, do trabalho, da academia, do cursinho de inglês, dos encontros e desencontros da vida, mas não, eles são os nossos amigos. Eles são aquelas criaturas que a gente agradece todo dia a Deus por ter... Como se fosse alguém da nossa família, mesmo sem ter laços de sangue.
E eu sei e sinto por que amo tanto cada um deles.

Era pra esse texto terminar aqui, mas não posso deixar de citar algumas pessoas.
Patrick, meu melhor amigo de todos os tempos.
Rayza, a maior prova de que a amizade quando é forte, supera qualquer diferença banal.
Laís, a amiga do choro compartilhado, do riso compartilhado, aquela irmã que a gente adota sem perceber.
Anna Clara, o carinho de toda a hora, a cumplicidade de sempre e as palavras mais bonitas que podem ser trocadas em madrugadas no msn, rs.
Marie, a confidente de toda hora e piscicóloga de plantão, rs. Uma das pessoas em que mais confio no mundo.
Carol, nas crises amorosas, nos conselhos trocados no ônibus lotado, nas presepadas, nas invenções, nas nossas loucuras.
Pedro, até nas adversidades de gincana eu consigo me preocupar com você. Não deveria. Mas não tem como deixar de lado os comentários, os códigos e o veneno... Deixa isso pra lá né? rs.
Monna, minha grande amiga. O trocadilho foi inevitável, mas é verdade né? A afinidade no gosto musical que a gente expande pra vida toda.
Felipe, meu colega de escola e de faculdade que se tornou amigo de sempre. Um amigão.
Amanda, amiga de tanto tempo que a rotina faz o favor de desencontrar. Tão carinhosa, tão prestativa, tão especial.
Thaiane, aquela amizade em que todas as diferenças foram suprimidas pelas semelhanças, pela identificação, pelo afeto... Uma querida!
Malu, aquela que a distância não impede de gostar, de admirar e de fazer crescer a amizade.
Dani, minha amiga que é amor daqui até a eternidade, mesmo com toda a estrada de não sei quantos mil quilomêtros que nos separa.
Yasminn, minha amiga que passou ontem no vestibular e merece todo sucesso do planeta e um futuro tão lindo quanto a nossa amizade.

E à todos os meus amigos não citados, mas que moram no melhor lugar do meu coração...
Um Feliz Dia da Amizade!
E um abraço cheio de saudade do amigo aqui.